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sábado, 16 de março de 2013

Fortaleçam Mutuamente a Confiança em Deus


John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.

1 Samuel 23,15–18

15 Vendo, pois, Davi que Saul saíra para lhe tirar a vida, deteve-se no deserto de Zife, em Horesa. 16 Então, levantou-se Jônatas, filho de Saul, e foi ter com Davi, em Horesa, e lhe fortaleceu a confiança em Deus, 17 dizendo-lhe "Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe". 18 E ambos fizeram aliança perante o Senhor. Davi ficou em Horesa, e Jônatas voltou para sua casa.

A razão da mensagem de hoje é a profunda convicção da necessidade que temos de encorajar todos os membros de Bethlehem (igreja do Pr. Piper) e de todas as outras igrejas a fazerem parte de um pequeno grupo onde uns ajudam os outros a combater o combate da fé. E, assim, nosso foco hoje é o fortalecimento mútuo da confiança em Deus.

Segurança eterna é um projeto comunitário

Cremos que a segurança eterna é um projeto comunitário. Cremos que a perseverança dos santos é uma responsabilidade corporativa. O mesmo Senhor amoroso disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10,27-28), também disse: "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mateus 24:13).

Em outras palavras, aqueles que são nascidos de Deus estão eternamente seguros nas mãos de Jesus. E aqueles que são nascidos de Deus precisam perseverar até o fim para serem finalmente salvos. E, desse modo, a questão surge: como Deus ordenou manter seu povo perseverando na fé até o fim para que ele cumprisse infalivelmente a promessa de que estariam seguros e ninguém se perderia?

Estamos focando na parte crucial da resposta a essa questão: a saber, Deus ordenou que fôssemos ligados a outros cristãos de tal forma que pudéssemos ajudar uns aos outros a combater o bom combate da fé com sucesso, todos os dias, até o fim. A base bíblica para essa resposta é Hebreus 3:12-14.

12 Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; 13 pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. 14 Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até o fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.

Deus designou um meio pelo qual ele nos capacitará a guardarmos firme, até ao fim, a confiança. É este: desenvolver relacionamentos cristãos nos quais uns ajudam outros a guardarem firme as promessas de Deus e a escaparem dos enganos do pecado. Exortem uns aos outros todo dia a se fortalecerem e se revestirem de toda armadura de Deus.

Seja parte de um grupo de cristãos

Infantes, crianças, adolescentes, estudantes universitários, solteiros, casados, viúvas, viúvos. Vocês são parte de um grupo de cristãos amigos que se empenham em ajudar mutuamente a combater o bom combate da fé e proteger uns aos outros dos abusos sutis do pecado?

Não digo que você não possa ser salvo sem pertencer a um pequeno grupo organizado. Entretanto, digo que acredito que este fazer parte é a palavra de Deus, e se você não tem este grupo de companheiros na fé, então está negligenciando um dos meios designados por Deus para sua preservação e perseverança na fé. E negligenciar os meios de graça é muito perigoso para sua alma.

Portanto, meu propósito é muito simples: motivá-lo a pertencer a um grupo menor de cristãos onde se pode exortar e ser exortado a combater o bom combate da fé dia após dia.

Quatro lições do encontro de Jônatas e Davi

O texto de 1 Samuel 23:15–18 é uma ilustração simples e profunda sobre o que necessita acontecer em um combate contínuo de fé.

Davi vai de um lugar a outro no deserto de Zife, cerca de trinta milhas ao sul de Jerusalém, tentando ficar longe do caminho de Saul. Este, rei de Israel, deseja matar Davi porque pensa que ele é um perigoso rival para o trono. Jônatas, filho de Saul, ama Davi e ouve que ele está no deserto de Zife e vai até lá para fortalecer a confiança de Davi em Deus.

Esse encontro entre Jônatas e Davi ilustra, pelo menos, quatro lições sobre ajudar uns aos outros a combater o bom combate da fé.

1. Todos necessitam de companheirismo cristão

Os santos mais profundos e os líderes mais fortes precisam de amigos para fortalecerem a confiança em Deus. Davi era profundo, forte e precisava de Jônatas.

Companheirismo cristão não é apenas para os cristãos novatos. É para cada cristão. Jamais crescemos sem a necessidade do ministério de outros cristãos. Se você imagina que está acima da necessidade de exortação diária no combate da fé, então, provavelmente, seu coração já é presa para o engano do pecado.

Davi foi um homem segundo o coração de Deus; um grande guerreiro. Não havia dúvida de que ele era superior a Jônatas em força, inteligência e profundidade de compreensão teológica. Mas o versículo 16 afirma que Jônatas foi até Horesa para fortalecer a confiança de Davi em Deus.

Não pense que um homem é tão forte que não precise ser fortalecido em Deus. E jamais pense que alguém que está bem acima de você não precisa de um instrumento de Deus para fortalecê-lo.

Charles Spurgeon falou para muitos líderes cristãos quando escreveu:

Alguns anos atrás, fui vítima de uma depressão terrível. Vários eventos aflitivos me aconteceram; eu estava enfermo e meu coração enfraqueceu. Desse abismo fui forçado a clamar ao Senhor. Exatamente antes de seguir para Menton a fim de ter um período de descanso, sofri muito no corpo, mas muito mais na alma, porquanto meu espírito estava esmagado. Sob essa pressão, preguei um sermão das palavras "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Estava preparado para pregar sobre aquele texto como jamais esperei estar; de fato, espero que poucos de meus irmãos possam ter adentrado tão profundamente naquelas palavras intensas. Senti de uma forma plenamente pessoal o horror de uma alma desprezada por Deus. Agora, isso não foi uma experiência agradável. Tremo à simples ideia de atravessar novamente por esse eclipse da alma; oro para que jamais sofra daquele jeito novamente. (Autobiografia, volume 2, p. 415).

Menciono isso para inculcar que os grandes santos, os mais valentes guerreiros, não estão isentos da necessidade de serem fortalecidos na confiança em Deus. De fato, os ataques do diabo contra eles podem tornar a necessidade deles ainda maior. Por conseguinte, a primeira lição de nosso texto é que você jamais supere sua necessidade de exortação diária. Os santos mais profundos e os líderes mais fortes precisam de companheiros para fortalecer a confiança em Deus.

2. Um esforço consciente

A segunda lição é que fortalecer a confiança em Deus envolve esforço consciente.

Isso é proposital. Você não o faz rapidamente. Você se levanta e vai até Horesa. O versículo 16: "Então, levantou-se Jônatas, filho de Saul, e foi ter com Davi, em Horesa, e lhe fortaleceu a confiança em Deus".

Que diferença isso faria em nossa igreja se, quando todos nós nos levantássemos de manhã, PLANEJÁSSEMOS fortalecer a confiança de alguém em Deus! Jônatas não encontrou Davi acidentalmente em Horesa, embora isso aconteça às vezes. Ele PLANEJOU ir e fortalecê-lo. A característica da maturidade cristã é que você cria em sua vida o propósito e as ocasiões para fortalecer a confiança de alguém em Deus. Quem você vai fortalecer a confiança em Deus hoje? Esta semana? Você tem um grupo de amigos comprometidos (intencionalmente) a ajudar mutuamente a combater o bom combate da fé desta forma?

Estou lendo Memoirs of Samuel Pearce (Memórias de Samuel Pearce), que pertencia a um dos pequenos grupos de pastores que fundou a primeira Baptist Missionary Society (Sociedade Batista Missionária) em 1792. Dentre outros, havia John Ryland, John Sutcliff, Andrew Fuller e William Carey. Algo que se destaca é que esses homens amaram uns aos outros e, por isso, se reuniam e eram profundamente comprometidos a fortalecer mutuamente a confiança em Deus. Eles fizeram isso mesmo quando estavam separados por longa distância uns dos outros.

Samuel Pearce esperou por mais de um ano pela primeira carta de Carey depois que este foi à Índia. Mas quando ela chegou, Pearce escreveu a Carey (p. 58):

A narrativa que você nos transmitiu inspirou a nós com novo alento e muito fortaleceu nossa confiança no Senhor. Lemos, choramos, louvamos e oramos. Ó, quem, senão os cristãos, sentem esses prazeres quando estão unidos pela amizade com o nosso amado Senhor Jesus Cristo?

Esta não é uma grande frase? "Amizade COM o nosso amado Senhor Jesus Cristo".

O que eu realmente desejo hoje é que todos façam amizade COM Jesus Cristo —tenham um grupo de amigos na fé, com um acordo mútuo que, de forma contínua, apontarão, uns para os outros, Jesus Cristo para terem esperança e força.

3. Fortaleçam mutuamente a confiança em Deus

Esta é a terceira lição. A força que devemos transmitir mutuamente é a confiança em Deus, não em nós mesmos. O versículo 16 não afirma que Jônatas caminhou por todo aquele percurso até Horesa para fortalecer a autoconfiança de Davi. Ele não fez isso. O texto declara que ele se levantou e foi a Davi em Horesa e lhe fortaleceu a confiança em Deus.

Essa é a diferença entre a camaradagem cristã e todos os outros grupos de apoio, de terapia e de autoajuda. A ideia integral da amizade cristã é apontar uns para os outros a Cristo, não o homem, por ajuda e força.

Há um tipo de paradoxo aqui: por um lado, digo: "Preciso de você". Deus o designou como um meio de graça para me ajudar a perseverar até o fim. Mas, por outro lado, preciso dizer que a única forma de você realmente me ajudar é dizendo algo ou fazendo algo que me fará depender de Deus e não de você.

Aqui estamos novamente com nosso tema mais comum, que parece ser: a centralidade radical em Deus em tudo o que fazemos, mesmo em nossa unidade humana, nosso companheirismo e em nossa amizade. Essa unidade precisa ser uma amizade COM Jesus. Todo grupo cristão deveria existir para fortalecer a mútua confiança em Deus e não no homem. Essa é a terceira lição em nosso texto: "Jônatas se levantou e foi ter com Davi em Horesa e lhe fortaleceu a confiança em Deus".

 4. A lembrança mútua das promessas de Deus

Finalmente, como Jônatas fortaleceu a confiança de Davi? Como fazemos isso? Jônatas disse (versículo 17): "Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe".

Como Jônatas sabia que Davi seria rei de Israel? Eles eram amigos íntimos e, assim, é difícil imaginar que Davi não houvesse dito a Jônatas sobre o evento no capítulo 16, quando o profeta Samuel ungiu Davi, enquanto ele era garoto, para ser rei de Israel. Portanto, a forma que Jônatas fortaleceu a confiança de Davi em Deus foi lembrar a ele da promessa que Deus havia feito (1 Samuel 16:12). Saul não poderia ter êxito contra Davi porque Deus era com ele. Assim, Jônatas fortaleceu a confiança de Davi em Deus por lembrar-lhe de seu destino nos propósitos de Deus.

E, desse modo, assim acontece conosco. Fortalecemos uns aos outros a confiança em Deus por lembrar mutuamente sobre as promessas dele, que são especialmente apropriadas para as necessidades mútuas.

O que você precisaria ouvir de seus amigos se você fosse William Carey e estivesse a 15 mil milhas de distância de casa combatendo o bom combate da fé com um amigo, rodeado por milhões de incrédulos? Você precisaria de algo como isto: as palavras de Samuel Pearce, um amigo precioso que sabia como fortalecer a confiança de Carey em Deus. Ouça como as promessas de Deus preenchem esta carta de 4 de outubro de 1794:

Irmão, desejo estar ao seu lado e participar em todas as vicissitudes do ataque — um ataque que nada, exceto a covardia, pode torná-lo bem-sucedido. Sim, o Capitão de nossa salvação marcha à sua frente. Às vezes, ele pode retirar sua presença (mas não seu poder) para testar nossa bravura com nossas armas espirituais e armadura celestial. Ó, o que uma fé viva não pode fazer pelo soldado cristão! Ela trará o Libertador dos céus; ela vai adorná-lo com uma vestidura molhada em sangue; ela o colocará na linha de frente da batalha e colocará um novo cântico em nossas bocas — "Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá". Sim, ele vencerá — a vitória é certa antes que entremos no campo; a coroa já está preparada para adornar nossas frontes, até a coroa de glória que não se desgasta, e já decidimos o que fazer com ela. Vamos colocá-la nos pés do vencedor e diremos: "Não a nós, SENHOR, mas ao teu nome dá glória", enquanto todo o céu se une em coro, "Digno é o Cordeiro" (Memoir [Memória], p. 66).

Bem, nem todos nós temos o dom de fortalecer nossos amigos com palavras como essas. Mas, se você saturar sua mente com a Palavra de Deus e meditar nela dia e noite, como o Salmo 1 diz, então você será uma fonte de água viva e irá fortalecer a confiança de muitos em Deus. O chamado de Deus para você esta manhã é: "Venha, vamos fortalecer mutuamente a confiança em Deus!" Amém.





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sábado, 29 de dezembro de 2012

Por Quem Jesus Provou a Morte?



John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.

"Vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus, coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos." (Hebreus 2:9)

Para aqueles a quem Ele veio salvar

Ontem marchei para Jesus, juntamente com milhares de pessoas nas cidades gêmeas (Minneapolis e Saint Paul) e com milhões ao redor do mundo. Quando fiz a curva do Nicollet Mall em direção à rua Sexta, estávamos cantando a segunda estrofe de "Oh, venham coroar Jesus o Salvador". Eu provavelmente era o único que já estava pensando na mensagem desta manhã. E o título desta mensagem é: "Por quem Jesus provou a morte?". A estrofe de "Oh, venham coroar Jesus o Salvador" é mais ou menos assim:

Coroe o Senhor da Vida
Que triunfou sobre o túmulo
E levantou-se vitorioso na contenda
Para aqueles a quem Ele veio salvar

Sua glória agora nós cantamos
Quem morreu e subiu às alturas
Quem morreu para trazer a vida eterna
E vive para morte exterminar

Ele triunfou sobre a morte e ressurgiu vitorioso da luta por aqueles a quem veio salvar. "Para aqueles a quem Ele veio salvar." Estas palavras parecem indicar que o escritor deste hino acredita que Jesus Cristo tinha um projeto para realmente salvar um determinado grupo de pessoas pela Sua morte. Ele triunfou sobre a morte para aqueles a quem Ele veio salvar. Parece haver alguns que ele veio salvar, e que para estes a morte foi derrotada e a vida eterna é dada.

Para Todos?

Minha questão nesta manhã é a seguinte: "Por quem Cristo provou a morte?". Pergunte a 100 pessoas cristãs evangélicas na América e 95 provavelmente dirão: "Todos". E há algo muito positivo nesta resposta – e algo negativo. O lado positivo é que não é faccioso ou elitista ou sectário. Olha-se para o mundo, querendo que outros desfrutem do perdão dos pecados que os crentes desfrutam. Não é restrito e limitado em suas afeições.

Ele tenta expressar a verdade bíblica de que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho único para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). É saudável e correto acreditar que todo aquele que tem fé - não importa a raça, ou o grau de instrução, ou a inteligência, ou a classe social, ou a religião – todo aquele que coloca a fé em Jesus Cristo é justificado e aceito por Deus, com base no sangue derramado de Jesus. É saudável e correto acreditar que ninguém pode dizer: "Eu realmente quero ser salvo por Jesus acreditando, mas eu não posso ser, porque Ele não morreu por mim." Ninguém pode dizer isso. Não há quem tenha verdadeira fé por quem Jesus não morreu.

Há muitas razões pelas quais esta resposta (que Jesus provou a morte por todos) é um sinal de boa saúde espiritual. Uma das razões mais óbvias está aqui, no nosso texto, Hebreus 2:9:

"Vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus, coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos."

A resposta que 95% dos evangélicos dariam é um sinal da existência da vontade de dizer o que a Bíblia diz.

Mas dizer o que a Bíblia diz e dizer o que ela significa não são necessariamente a mesma coisa. É por isso que eu disse que há algo de negativo em responder à pergunta "Por quem Jesus provou a morte?" simplesmente dizendo "todo mundo". O que é negativo, não significa, em primeiro lugar, que seja errado. Pode não estar errado. Depende do que você quer dizer com isso. O que é negativo é que este argumento não se aprofunda no que Jesus realmente cumpriu quando morreu. Ele presume que todos sabemos o que Ele fez, e que realizou seu sacrifício por todos da mesma maneira. Isso não é saudável, porque não é verdade. Meu palpite é que a maioria desses 95% que dizem que Jesus morreu por todos teriam dificuldade em explicar exatamente o que é que a morte de Jesus realizou para todos - especialmente o que é que foi feito para aqueles que se recusam a acreditar e irão para o inferno.

Então por que nem todos são salvos?

Em outras palavras, não é saudável dizer que Jesus provou a morte por todos e não saber o que Jesus realmente cumpriu ao morrer. Suponha que você me diga: "Eu creio que Jesus morreu por todos," e eu respondo: "Então por que nem todos são salvos?" Sua resposta provavelmente seria: "Porque você tem que receber o dom da salvação, você tem que crer em Cristo para que a morte dEle possa valer para você." Eu concordo, mas então eu digo: "Então você acredita que Cristo morreu por pessoas que o rejeitam e vão para o inferno, da mesma forma que ele morreu por aqueles que o aceitam e vão para o céu?" Você diz: "Sim, a diferença é a fé daqueles que vão para o céu. A fé conecta você aos benefícios da morte de Jesus."

Há vários problemas nessa resposta. Vou mencionar apenas um. E eu me debruço sobre isso porque, se é nisso que você acredita, então você está perdendo as profundas riquezas da aliança de amor que Deus tem para você, em Cristo, por causa desse entendimento de que o amor dele é o mesmo tanto para os que creem quanto para os que O rejeitam. E você está seriamente "negligenciando a sua grande salvação", que vimos em Hebreus 2:3 que não devemos fazer. Se você acredita que aqueles que foram para o inferno foram amados e que a morte de Cristo vale tanto quanto vale para você, você nunca chegará a conhecer a total grandeza do amor do Calvário.

Seria como se uma esposa insistisse para que seu marido a amasse e se sacrificasse por ela, da mesma forma que ele ama e se sacrifica por todas as mulheres do mundo. Mas, na verdade, o apóstolo Paulo diz em Efésios:

"Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível."

É isso que nós queremos dizer quando nos referimos que Ele morreu pela Igreja, Sua noiva. Em outras palavras, há uma preciosa e incomensurável aliança entre Cristo e Sua noiva, o que O levou a morrer por ela. A morte de Jesus é pela noiva de Cristo de maneira diferente que por aqueles que perecem.

Aqui temos um problema em dizer que Cristo morreu por todos da mesma forma que morreu pela Sua noiva. Se Cristo morreu pelos pecadores que ao final se perderão do mesmo modo que morreu pelos que serão salvos, então por qual motivo os perdidos serão punidos? Os pecados deles foram ou não cobertos pelo sangue de Jesus? Nós Cristãos dizemos: "Cristo morreu pelos nossos pecados" (I Coríntios 15:3). E nós queremos dizer que ele morreu para pagar a dívida que esses pecados geraram. A morte dEle removeu a ira de Deus de sobre mim. A morte dEle retirou a maldição da lei de sobre mim. A morte dEle comprou o céu para mim. Essas coisas realmente se cumpriram na morte dEle!

Mas o que significaria dizer que Cristo morreu pelos pecados de um incrédulo que irá para o inferno? Será que significaria que os pecados deste homem foram pagos? Se foram, então porque ele está pagando novamente no inferno? Significaria que a ira de Deus foi removida? Se sim, porque a ira de Deus foi derramada em punição pelos seus pecados? Significaria que a maldição da lei foi retirada? Se sim, porque ele está tendo que suportar a maldição no lago de fogo?

Uma possível resposta é essa: Alguém pode dizer que a única razão porque as pessoas vão para o inferno é o pecado de rejeitar a Jesus, e não por todos os pecados de suas vidas. Mas isso não é verdade. A Bíblia ensina que a ira de Deus virá sobre o mundo, não somente por rejeitarem a Jesus, mas por causa dos seus muitos pecados não perdoados. Por exemplo, em Colossenses 3:5-6, Paulo se refere à imoralidade, impureza, paixões do mundo, concupiscência e avareza, e diz que "por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência". Então as pessoas que rejeitam a Jesus realmente serão punidas por seus pecados específicos, e não somente por rejeitarem a Ele.

Em que sentido Jesus provou a morte por uma pessoa no inferno?

Então, voltamos ao problema: em que sentido Cristo provou a morte pelos pecados deles? Se eles ainda são culpados pelos seus pecados e ainda sofrem punição por causa de seus pecados, o que aconteceu na cruz pelos seus pecados? Talvez alguém use uma analogia. Você poderia dizer que Cristo comprou o ticket deles para o céu e ofereceu isso a eles gratuitamente, mas eles recusaram-se a receber, e por isso estão no inferno. E você estaria parcialmente correto: Cristo realmente oferece o perdão dEle livremente a todos, e qualquer que recebê-lo como o tesouro que é, será salvo por Sua morte. Mas o problema com a analogia é que a compra do ticket para o céu é, na verdade, o cancelamento de pecados. Mas o que nós vimos é que aqueles que recusam o ticket são punidos pelos seus pecados, não podem apenas recusar o ticket. Logo, que significado há em se dizer que os pecados deles foram cancelados? Esses pecados trarão destruição a eles e os manterão fora do paraíso; portanto seus pecados não foram realmente cancelados na cruz e, assim, o ticket não foi comprado.

O ticket para o céu que Jesus obteve para mim pelo seu sangue é limpeza de todos os meus pecados, cobrindo-os, suportando-os em seu próprio corpo para que eles nunca me levassem à ruína – nunca poderão ser colocados sobre mim novamente – nunca. Foi isso que aconteceu quando ele morreu por mim. Hebreus 10:14 diz: "Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados". Aperfeiçoados perante Deus para sempre, pela oferta da vida dele! É isso que significa que ele morreu por mim. Hebreus 9:28 diz: "Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos". Ele suportou meus pecados. Ele realmente os suportou (veja Isaías 53:4-6). Ele realmente sofreu por causa deles. Eles não podem e não recairão sobre minha cabeça no julgamento.

Se você me diz que, na cruz, Cristo apenas cumpriu por mim o que ele cumpriu por aqueles que sofrerão no inferno por causa dos pecados deles, então você esvazia a morte de Jesus em seus efetivos cumprimentos por mim, e me deixa com o quê? – uma aliança que perdeu seu precioso poder de assegurar que meus pecados foram realmente cobertos e que a maldição foi verdadeiramente retirada e a ira de Deus removida. Esse é um alto preço a se pagar por dizer que Cristo morreu por todas as pessoas no mesmo sentido.

Eu não creio que a Bíblia nos mande ou, de fato, nos permita dizer que Cristo morreu por todos da mesma maneira. O contexto de Hebreus 2:9 é um bom lugar para mostrar que a morte de Cristo teve um plano ou objetivo especial para os escolhidos de Deus, diferentemente do que para outros.

O Que "todos" significa?

No final do verso 9, o autor diz: "para que, pela graça de Deus, (Cristo) provasse a morte por todos". A questão aqui é se "todos" refere-se a todos os seres humanos sem distinção, ou se refere a todos dentro de um certo grupo. Quanto digo "Todos estão presentes?" eu não quero dizer todos os seres humanos do mundo. Eu quero dizer todos do grupo que tenho em mente. Qual é o grupo que o escritor tem em mente: toda a humanidade sem distinção ou algum outro grupo?

Vamos deixá-lo responder, ao averiguar o verso seguinte. O verso 10 é fundamento do 9: Cristo provou a morte por todos "porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles". Em outras palavras, imediatamente após dizer que, pela graça de Deus, Cristo provou a morte por todos, o autor explica que o plano de Deus para o sofrimento de Cristo foi "trazer muitos filhos à glória". Então os versos 9 e 10 se juntam assim: Cristo provou a morte por todos, porque convinha a Deus que o caminho para levar seus filhos à glória fosse através do sofrimento e morte de Cristo.

Isso significa que "todos" do verso 9 provavelmente refere-se a todos os filhos levados à glória no verso 10. Em outros termos, o plano de Deus – o objetivo e propósito de Deus – ao enviar Cristo para morrer foi especialmente para levar seus filhos desde o pecado, morte e inferno, para a glória. Ele tinha um olhar especial aos seus próprios filhos eleitos. É exatamente o que o evangelho de João diz em 11:52 – que Jesus morreria para "congregar num só corpo os filhos de Deus que estão dispersos". Esses "filhos de Deus", por quem Cristo morreu, são os "filhos" que Deus está levando à glória através da morte de Cristo em Hebreus 2:10.

Você pode observar isso nos versos 11 e 12 também:

"Pois tanto o que santifica (Cristo) como os que são santificados (os filhos que ele leva à glória), vêm todos de um só; por esta causa ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo (Salmo 22:22): ANUNCIAREI O TEU NOME A MEUS IRMÃOS, CANTAR-TE-EI LOUVORES NO MEIO DA CONGREGAÇÃO."

Os filhos que Deus leva à glória pela morte de Cristo são agora chamados de irmãos de Cristo. Foi por todos estes que Cristo provou a morte.

O versículo 13 chama-os agora não somente de irmãos, mas, em outro sentido, de filhos de Cristo:

"E outra vez: POREI NELE A MINHA CONFIANÇA (A própria confissão de fé de Cristo em seu Pai, junto com seus irmãos). E ainda: EIS-ME AQUI, E OS FILHOS QUE DEUS ME DEU."

Note que os filhos que estão sendo levados à glória pela morte de Cristo agora são chamados de filhos que Deus deu a Cristo. Eles não somente se tornaram filhos por escolherem a Cristo. Deus agiu em favor deles e os trouxe a Cristo – os deu a Cristo. E por todos estes, ele provou a morte e leva-os à glória. Esse é exatamente o modo que Jesus falou sobre seus discípulos na oração de João 17:6: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus, e tu mos deste". O cenário que temos é um povo escolhido que o Pai livremente e graciosamente deu ao Filho como seus filhos.

Agora note como os versos 14 e 15 ligam o objetivo da encarnação e da morte de Cristo com seu grupo escolhido de filhos:

"Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue (visto que aqueles que o Pai deu ao Filho têm natureza humana), também ele semelhantemente participou das mesmas coisas (natureza humana), para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão (pelo nome, todos os filhos e irmãos que Deus deu ao Filho para levar à glória por sua morte)."

A razão aqui explicada para a encarnação e morte de Jesus (no verso 14) é que os "filhos" compartilham da carne e do sangue. É por isso que Cristo veio em carne e sangue. E os "filhos", conforme o verso 13, não são humanos comuns, mas filhos de Deus dados a Jesus. E, assim, todo o plano e objetivo da encarnação e morte de Jesus foi levar os filhos, os irmãos, dados por Deus a Jesus, à glória.

Sua fé foi comprada pela morte de Cristo

Vou parar por aqui no nosso texto, mesmo podendo expor pelo resto do capítulo que o objetivo de Deus em enviar Jesus para morrer foi cumprir algo definitivo pelos seus irmãos, seus filhos, dados por Deus a Ele, retirados do mundo. Mas encerrarei e farei uma aplicação para concluir.

Eu não estou nem um pouco interessado em privar o valor infinito da morte de Jesus de ninguém. Que seja conhecido e ouvido muito claramente: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê", eu digo novamente: "todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Cristo morreu para que todo aquele que (aqui nesta manhã) acredita não pereça, mas viva.

E quando você crê como deve crer, descobrirá que a sua fé, como todas as outras bênçãos espirituais, foi comprada pela morte de Cristo. O seu pecado da descrença foi coberto pelo sangue e, portanto, o poder da misericórdia de Deus foi derramado através da cruz para reprimir sua rebelião e trazê-lo para o Filho. Você não fez a cruz efetiva em sua vida pela fé. A cruz tornou-se eficaz em sua vida ao comprar a sua fé.

Quanta glória há nisso, irmãos! Glória que seus pecados foram realmente cobertos quando Jesus provou a morte por você. Glória que a culpa realmente foi removida quando Jesus provou a morte por você. Glória que a maldição da lei foi realmente retirada e que a ira de Deus foi realmente removida, e que a preciosa fé que une todos vocês a este tesouro, em Cristo, foi um presente comprado pelo sangue de Jesus.

Jesus provou a morte por todo aquele que tem fé. Porque a fé de todo o que crê foi comprada pela morte de Cristo.

Para maiores reflexões veja:

1 Timóteo 4:10
Efésios 5:25–27
Tito 2:14
João 10:15; 11:52; 17:6, 9, 19
Atos 20:28
Apocalipse 1:5; 3:9; 5:9
Romanos 8:28–32
1 João 2:2 (compare João 11:52)
2 Pedro 2:1

[desiringGod]
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Como Ser Cheio do Espírito Santo



John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.

Como beber o vinho de Deus?

Efésios 5:18 diz: "E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito". Há, pelo menos, quatro efeitos de ser cheio do Espírito. Primeiramente, o versículo 19 mostra que o efeito é musical: "...falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor". É evidente que a alegria em Cristo é a característica peculiar de ser cheio do Espírito.

Mas não somente alegria. No versículo 20, encontramos a gratidão: "Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo". Gratidão perpétua, gratidão por tudo resulta de ser cheio do Espírito - e essa gratidão tem como alvo o vencer a murmuração, o descontentamento, a autocompaixão, a amargura, o queixume, a carranca, a depressão, a inquietação, o desânimo, a melancolia e o pessimismo!

Mas os efeitos não são apenas alegria musical e gratidão por tudo; há também a submissão de amor às necessidades uns dos outros - "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo". Alegria, gratidão e amor humilde - essas são algumas das marcas de ser cheio do Espírito.

Poderíamos acrescentar um quarto efeito: ousadia no testemunho cristão. Podemos ver isto com mais clareza em Atos 4:31: "Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus". Nenhum crente deixará de ser ousado e zeloso no testemunho, se o Espírito Santo estiver produzindo nele alegria transbordante, gratidão perpétua e amor humilde. Oh! Como precisamos ser cheios do Espírito! Procuremos esse enchimento! Busquemo-lo!

No entanto, há uma pergunta crucial: como podemos buscá-lo? Comecemos com a analogia mais próxima: "Não vos embriagueis com vinho... mas enchei-vos do Espírito" (v. 18). Como você se embriaga com o vinho? Você o bebe... em grande quantidade. Então, como ficaremos embriagados (cheios) com o Espírito? Bebamos dEle! Bebamos em profusão. Paulo disse: "A todos nós foi dado beber de um só Espírito" (1 Coríntios 12:13). Jesus disse: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito" (João 7:37-39).

Como podemos beber do Espírito Santo? Paulo disse: "Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, [cogitam] das coisas do Espírito" (Romanos 8:5). Bebemos do Espírito cogitando das coisas do Espírito. O que significa "cogitar" das coisas do Espírito"? Colossenses 3:1-2 afirmam: "Buscai as coisas lá do alto... Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra". "Pensar" significa "procurar, dirigir a atenção para, preocupar-se com". Significa "ser dedicado a" e "absorvido com". Portanto, beber do Espírito significa buscar as coisas do Espírito, dirigir a atenção às coisas do Espírito, dedicar-se às coisas do Espírito.

Quais são "as coisas do Espírito"? Quando Paulo disse: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus" (1 Coríntios 2:14), estava se referindo aos seus próprios ensinos inspirados pelo Espírito (1 Coríntios 2:13) - especialmente seus ensinos a respeito dos pensamentos, planos e caminhos de Deus (1 Coríntios 2:8-10). Então, "as coisas do Espírito" são os ensinos dos apóstolos a respeito de Deus. Jesus também disse: "As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (João 6:63). Logo, os ensinos de Jesus também são "as coisas do Espírito".

Portanto, beber do Espírito significa cogitar das coisas do Espírito. E cogitar das coisas do Espírito significa dirigir nossa atenção aos ensinos dos apóstolos a respeito de Deus e às palavras de Jesus. Se fizermos isso por bastante tempo, ficaremos embriagados com o Espírito. De fato, ficaremos viciados no Espírito. Em vez de dependência química, desenvolveremos uma maravilhosa dependência do Espírito Santo.

Mais uma coisa: o Espírito Santo não é como o vinho, porque Ele é uma pessoa e livre para ir e vir aonde quer que deseje (João 3:8). Por isso, temos de acrescentar Lucas 11:13. Jesus disse aos seus discípulos: "Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" Se queremos ser cheios do Espírito, temos de pedir isso ao nosso Pai celestial. E foi isso que Paulo fez pelos crentes de Éfeso. Ele pediu ao Pai celestial que aqueles crentes fossem "tomados [cheios] de toda a plenitude de Deus" (Efésios 3.19). Beba do Espírito e ore. Beba do Espírito e ore. Beba do Espírito e ore.

[desiringGod]

Fonte: Desiring God

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fazer Missões pode ser Perigoso


Fazer Missões pode ser Perigoso


John Piper



Devo considerar não fazer missões se isso implica perigo constante para minha vida?

Sim, considere. Mas, depois de haver considerado a questão, talvez você deva fazer missões. Se a sua esposa diz: “Não”, talvez você não deva se envolver em missões.
Suponho que você está falando de perigo real tanto para si mesmo como para sua esposa, e não está falando de colocar sua esposa em risco porque têm uma posição segura e excelente. Se isso é o que você está querendo dizer, então você é egoísta e não deve fazer missões de modo algum.
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